{"provider_url": "https://www.campinorte.go.leg.br", "title": "Hist\u00f3ria de Campinorte-GO", "html": "<p><span><img alt=\"CAMPINORTE-GO\" class=\"image-inline external-image\" src=\"http://www.imprensadocerrado.com.br/midias/not=56b3c31a1dbea3d2bf1e9807c8d65e76.jpg\" title=\"CAMPINORTE-GO\" /></span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><span><br /></span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><span>\u00a0 \u00a0 Por volta do ano de 1918, \u00e0s margens do regato Campinas, nascia o povoado Campinas, situado na fazenda Jacar\u00e9 ou Lages, im\u00f3vel com uma \u00e1rea de mais de quarenta mil hectares, pertencentes ao capit\u00e3o Dionizio Corr\u00eaa de Miranda.</span><span>O nome Campinas, dado ao povoado teve a influ\u00eancia direta do nome do regato e esse por sua vez, levou o nome de Campinas, por banhar uma \u00e1rea de extensas Campinas.</span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><span>\u00a0 \u00a0 \u00a0 O povoado situado nas proximidades da conflu\u00eancia de duas grandes estradas, uma ligando o Sul, com o sert\u00e3o do Norte do Estado de Goi\u00e1s, ligando essa \u00e0 face Oeste do Estado e consequentemente a cidade de Goi\u00e1s, Capital do Estado.\u00a0A estrada real, conforme, era conhecida, ligava o Sul do Norte; Araguari, Catal\u00e3o, Piren\u00f3polis e An\u00e1polis (Antas) mantinha interc\u00e2mbio comercial com a regi\u00e3o de Amaro Leite, Porangatu (Descoberto) e Peixe, atrav\u00e9s dessa estrada, por onde transitava os carros de bois, tropas, boiadas e mercadorias.\u00a0Seu percurso nessa regi\u00e3o cortava o alto curso do Ribeir\u00e3o da Mula, passando pelo flanco esquerdo da Serra do Barro Vermelho em dire\u00e7\u00e3o ao Norte.\u00a0A segunda estrada importante, fazia o elo de liga\u00e7\u00e3o da estrada real com a regi\u00e3o de Crix\u00e1s e Pilar de Goi\u00e1s, que tamb\u00e9m se dirigia \u00e0 cidade de</span><img alt=\"\" class=\"image-right lazyloaded\" src=\"resolveuid/1377a9e7850546568b3e5f12c813d1d7/@@images/image/Imagem-7C\" title=\"\" data-src=\"https://campinorte.go.gov.br/historia-de-campinorte/capa1.png/@@images/bc1dc78c-4466-4d1a-a096-35c4d83c442f.png\" /><span>\u00a0Goi\u00e1s, Capital do Estado, Claro que essas rotas tinham como principal objetivo, a extra\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o e transporte do ouro dessas regi\u00f5es citadas.</span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><span>\u00a0 Na regi\u00e3o de Campinas se praticava a cria\u00e7\u00e3o dos gados bovinos, eq\u00fcinos e muares, numa extens\u00e3o de pastagens naturais.\u00a0N\u00e3o de tem conhecimento da exist\u00eancia de tribos ind\u00edgenas habitando a regi\u00e3o, embora sabe-se que \u00edndios vindos das margens do rio Java\u00e9s, eram ca\u00e7adores espor\u00e1dicos na Serra da Titara.\u00a0Em grandes \u00e1reas de Terras viviam v\u00e1rias fam\u00edlias: \u00c0s margens do C\u00f3rrego Mat\u00e3o, a fam\u00edlia do senhor Jo\u00e3o Ataides e Ant\u00f4nio Juca, na Fazenda Barro Vermelho, a fam\u00edlia do senhor Florentino Lucas Franco.\u00a0O povo de Campinas, embora lentamente, continuava crescendo e j\u00e1 com alguns estabelecimentos comerciais de pequeno porte.</span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><span>\u00a0 \u00a0O dia sete de setembro era sempre lembrado, com prociss\u00f5es, rezas e comidas, na resid\u00eancia do senhor Jo\u00e3o da Rocha Lemos.\u00a0Em 1935, numa iniciativa dos habitantes do povoado, em rudes instala\u00e7\u00f5es, funcionava-se a primeira Escola, na qual lecionaram como primeiros Professores o senhor Macaro de Brito e Tiago de Tal.\u00a0Ainda no ano de 1935, pela primeira vez o Povoado Campinas foi surpreendido com a chegada de um ve\u00edculo auto motor, um Jeep, conduzido pelo Dr. J\u00falio e acompanhado pelo senhor Eneias Fernandes de Carvalho que se dirigiam a Amaro Leite, em busca de descobrir jazigos de ouro.\u00a0Em 1936, embora sem m\u00e1quinas, foi constru\u00edda manualmente a estrada que ligou Santana do Machombombo (Urua\u00e7u) a Descoberto (Porangatu) passando pelo povoado Campinas, dando ao povoado um novo impulso desenvolvimentista, por onde o primeiro ve\u00edculo a trafegar foi o Ford (Baratinha) conduzido pelo Sr. An\u00edbal Jardim, da cidade Paulista de Batatais e comprador de gado bovino aqui nessa regi\u00e3o.\u00a0Com Escola, estrada de rodagem e estabelecimentos comerciais, onde Deodato da Rocha Lemos, Aristeu da Rocha Lemos e Ant\u00f4nio Barcelos da Silva, eram comerciantes e a chegada de novos moradores, o povoado Campinas se encontrava em franco desenvolvimento.</span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><span>\u00a0 \u00a0Em 1948 iniciou-se a demarca\u00e7\u00e3o da Estrada Federal (Estrada Federal Bernardo Say\u00e3o) tendo \u00e0 frente o Engenheiro Bernardo Say\u00e3o, nessa \u00e9poca chegava para a regi\u00e3o a fam\u00edlia Martins da Costa, Composta pelos senhores: Ant\u00f4nio Martins da Costa, Ant\u00f4nio Aquino Pimenta e Sebasti\u00e3o Martins da Costa.\u00a0Tamb\u00e9m em 1948, o Sr. Aristeu da Rocha Lemos transferia seu com\u00e9rcio, para onde \u00e9 hoje, a Av. Bernardo Say\u00e3o, nas proximidades do posto paix\u00e3o, j\u00e1 o Sr. Sebasti\u00e3o Martins da Costa, se estabelecia ao longo da Estrada Federal Bernardo Say\u00e3o, com uma r\u00fastica hospedaria e com\u00e9rcio secos e molhados, ao mesmo tempo em que chegava, tamb\u00e9m o Sr.\u00a0</span><b>Deodato da Rocha Lemos</b><span>\u00a0e Paulino Dias Souto.\u00a0Por\u00e9m, com o desmatamento, demarcando de fato a Estrada Federal Bernardo Say\u00e3o que ligaria o Sul com o Norte, tanto do Estado como do Pa\u00eds, o com\u00e9rcio e a popula\u00e7\u00e3o do povoado Campinas, iniciou o deslocamento para periferia da nova estrada, provocando o esvaziamento do povoado.\u00a0O ronco das m\u00e1quinas pesadas, a evolu\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio, a chegada de novas fam\u00edlias, aceleraram a agricultura e a pecu\u00e1ria, trazendo todos os moradores do povoado Campinas, para a periferia da Estrada Federal.\u00a0Em 1950, no governo de Coimbra Bueno, construiu-se no povoado Campinas uma Escola de telha e tijolos, denominada Escola Reunidas Campinas, onde Ana Maria de Oliveira e Il\u00eddia Ana de Oliveira foram as primeiras professoras. Em 1951, ap\u00f3s ter\u00a0<span>adquirido uma gleba de terras, o Sr. Sebasti\u00e3o Martins da Costa, doou uma \u00e1rea \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica, onde foi constru\u00edda uma capela pau-a-pique em homenagem a S\u00e3o Sebasti\u00e3o padroeiro da cidade, onde para inaugurar foi celebrada uma missa pelo Padre Valentim, loteando o restante da \u00e1rea e rapidamente vendendo todos os lotes.</span></span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><span><span>\u00a0 \u00a0 \u00a0 Em seguida na \u00e1rea doada \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica, foi constru\u00edda uma pequena capela, cuja primeira Missa foi celebrada pelo Bispo Dom Francisco Prada, da Diocese de Urua\u00e7u.\u00a0Com um crescimento vertiginoso estava nascendo o povoado de Campinorte.\u00a0O nome de Campinorte, dado ao novo povoado, herdava \u201cCampinas\u201d do povoado Campinas (Que lembra o regato e as extensas Campinas) e do Norte ( Localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica do povoado no estado).\u00a0Ainda em 1951, o Povoado de Campinorte se fez representar na C\u00e2mara Municipal de Urua\u00e7u, pelo Vereador Sebasti\u00e3o Martins da Costa, eleito pelo povo do povoado.\u00a0Em 1954 o povoado contava com 80 casas residenciais, 10 casas comerciais, farm\u00e1cia, escola, ficando abandonado o antigo povoado Campinas.\u00a0O Sr. Francisco Ant\u00f4nio de Oliveira (Neguinho) foi o primeiro farmac\u00eautico, o Sr. Jos\u00e9 Ribeiro Soares, o primeiro dentista e o Dr. Domingos Alves de Oliveira, o primeiro m\u00e9dico a dar assist\u00eancia aos habitantes do povoado de Campinorte.\u00a0Em 1955, Sebasti\u00e3o Martins da Costa e Paulino Dias Souto foram eleitos Vereadores representantes do povoado de Campinorte, na C\u00e2mara Municipal de Urua\u00e7u.\u00a0A 26 de setembro de 1958, por for\u00e7a da Lei Municipal n\u00ba 08, o povoado de Campinorte foi elevado a Distrito do Munic\u00edpio de Urua\u00e7u.</span></span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><span><span>\u00a0 \u00a0 \u00a0Em 1959, o Distrito de Campinorte elege o Vereador Ant\u00f4nio Martins da Costa, representante do Distrito na C\u00e2mara Municipal de Urua\u00e7u.\u00a0Em 1962 o Distrito elegeu para Vereadores o Sr. Floripes Martins da Costa e o Sr. Ant\u00f4nio Francisco Leite, para o per\u00edodo de 1963 \u00e0 1967.\u00a0A resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 001/63, de 09 de Janeiro de 1963, dava o primeiro passo rumo \u00e0 autonomia pol\u00edtico-administrativa do Distrito de Campinorte.\u00a0Por\u00e9m os Deputados Ant\u00f4nio Magalh\u00e3es e Ot\u00e1vio de Freitas, representante do povo de Campinorte na Assembl\u00e9ia Legislativa do Estado de Goi\u00e1s, deram o suporte necess\u00e1rio para que a Emancipa\u00e7\u00e3o se consumasse.\u00a0A Lei Estadual n\u00ba 4655 de 08 de outubro de 1963, tornava-se hist\u00f3rica, data da Emancipa\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica-administrativa do Munic\u00edpio de Campinorte (Campinorte se tornava Munic\u00edpio).\u00a0A instala\u00e7\u00e3o solene do Munic\u00edpio se deu em 01 de janeiro de 1964.\u00a0D\u00e1-se o nome de Campinortenses ao habitantes do Munic\u00edpio de Campinorte.</span></span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px; \"><img alt=\"\" class=\"image-left lazyloaded\" src=\"resolveuid/d9d2219e71774dffa894d8736e3974dd/@@images/image/Imagem-7C\" title=\"\" data-mce-selected=\"1\" data-src=\"https://campinorte.go.gov.br/historia-de-campinorte/capa.png/@@images/fb2d85f4-0e3f-4e97-a701-190b2a4fa1dd.png\" /></p>", "author_name": "Interlegis", "version": "1.0", "author_url": "https://www.campinorte.go.leg.br/author/Interlegis", "provider_name": "PODER LEGISLATIVO DE CAMPINORTE", "type": "rich"}